O empreendedorismo e a Universidade

As Universidades ganham um papel importante na formação de alunos empreendedores, preparando-os para um novo momento, no qual a capacidade de iniciativa será essencial para o êxito profissional


08/09/2016 - Site Administradores

As Universidades ganham um papel importante na formação de alunos empreendedores, preparando-os para um novo momento, no qual a capacidade de iniciativa será essencial para o êxito profissional.

A gênese da palavra empreendedor remete-nos há 800 anos, com o verbo francês entreprendre, que significa “fazer algo”. A inovação que o empreendedorismo conduz, permite ao sistema econômico de qualquer país, renovar-se e progredir constantemente. No entanto, o que temos feito para fomentar este ambiente de aprendizado dentro de nossas Universidades?

O empreendedorismo é uma ferramenta ou mecanismo que pode ser usado para abrir as mentes dos indivíduos e organizações, ajudando no desenvolvimento social de uma nação, enfrentado o desemprego, a desigualdade e impulsionando a economia, gerando riqueza. Os benefícios do empreendedorismo são diversos, todos ganham, transformando ideias em ações efetivas. Segundo dados da pesquisa realizada pela Endeavor no Brasil, 47,6% dos universitários pensam em empreender, 38,1% gastam seu tempo aprendendo e 44,8% vão à procura de capital. Mas em contra partida, 25% deles não sabem que existem cursos nessa área, e apenas alguns cursos possuem o Empreendedorismo dentro da sua grade curricular. Por que ainda temos pouca aderência?

Esse é o grande desafio para o Brasil e suas Universidades, desenvolver em nossos alunos um espírito empreendedor, de forma que o conhecimento adquirido em sala de aula e nos Laboratórios de experimentação, lance à luz um perfil arrojado com características e um empreendedor viável. A falta de conhecimento sobre o tema é um fator determinante que limita esses alunos a se arriscarem nesse mundo, as Universidades brasileiras ainda não conseguiram encaixar no processo de ensino-aprendizagem um modelo que incentive o empreendedorismo e inovação, e mesmo com os grandes avanços dos últimos anos, ainda nos deparamos com cursos de Ciências da Computação, que trazem apenas conhecimento técnico da área, e não incentivam aqueles alunos com conhecimentos ligados ao empreendedorismo e marketing. Educação para o empreendedorismo aliados aos métodos alternativos de aprendizagem de “aprender fazendo” são necessários na formação desses alunos, com projetos que envolvam os mesmos em modelos reais e desafiadores.

Sabemos dos benefícios sociais, econômicos e ambientais, mais ainda assim não temos políticas públicas mais abrangentes que possam pavimentar esse caminho, e é essencial que as condições socioeconômicas sejam geradas, fomentando o potencial inovador que temos dentro das Universidades. Esse processo é intrinsecamente social e coletivo e ocorre pela contribuição conjunta de todos os stakeholders, essa é uma agenda urgente, que deve ser capitaneada por governo, universidades e empresas privadas, criando caminhos atrativos com redução de impostos e incentivo para criação de parques empreendedores, trazendo pra dentro das Universidades cases de sucesso, que darão folego para novas iniciativas. O investidor do Vale do Silício, Victor Hwang, coautor do livro “The Rainforest: the secret to building the new Silicon Valley”, compara esse tipo de ambiente a uma floresta tropical – embora a flora exótica e endêmica produza riquezas não vistas em nenhum outro lugar do mundo, tais plantas jamais floresceriam sem toda a floresta, seu ecossistema e condições climáticas.

É nesse pensamento de que a instituição acadêmica vai além da formação, cooperando com empresas e governo no sentido de termos uma realidade diferente, que corroboramos com as ideias de Ferreira Júnior sobre a “universidade empreendedora”, sendo que a Universidade passa a ser o lócus de criação e apoio a um sujeito apto a revolucionar um sistema de produção. As mudanças que desdobrarão das inovações desse novo “sistema”, seria um propulsor de desenvolvimento da economia brasileira.

Sabemos que ainda existem resistências e mitos para essa cooperação, contudo são várias as motivações para a existência de uma universidade empreendedora, talvez um aspecto especialmente importante para nós da comunidade acadêmica seja o empreendedorismo tecnológico, levando à criação de empresas inovadoras, que tem sido o fator motivador por trás das economias mais fortes do mundo. Nos EUA, empresas inovadoras, recém criadas, foram responsáveis por 90% dos empregos nos últimos vinte anos (fonte: https://endeavor.org.br).

É fundamental apoiar os estudantes em suas atividades pró-ativas, refletindo nas palavras do mestre Peter Drucker: “O surgimento da economia empreendedora é um evento tanto cultural e psicológico, quanto econômico ou tecnológico”. Let’s turn ideas to action together!

Fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/empreendedorismo/o-empreendedorismo-e-a-universidade/97998/


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