Startup surge para resolver um problema existente


12/12/2016 - Site A Cidade On

Integrantes da DG Lab avisam: só ter uma boa ideia não é garantia de sucesso neste meio inovador

Com o intuito de desenvolver testes de diagnóstico genéticos e moleculares, com pequenas quantidades de amostra, os empreendedores Rodrigo Caldeira, Dante Gavio e Daniel Dentillo fundaram a startup DG Lab, incubada na Supera Incubadora de Empresas, localizada dentro do Supera Parque de Inovação e Tecnologia de Ribeirão Preto.

“O nosso objetivo é democratizar, aumentar o acesso a esses tipos de exames e testes, fazendo com que fiquem mais baratos e acessíveis ao público final”, comenta Caldeira.

As incubadoras são espaços onde as startups encontram espaço para transformar suas ideias inovadoras em novos produtos ou serviços, por meio da integração universidade-empresas.

E foi assim que o argentino Gavio – geneticista e com pós-doutorado em genética na USP Ribeirão – teve a ideia de transformar sua pesquisa científica em tecnologia de mercado.

“Um produto só existe para resolver um problema”, afirma Caldeira. “No pós-doutorado, Gavio conhecia a existência do problema para testes genéticos e, a partir daí, foram procurar uma solução”, reforça.
“A ideia pode ser fantástica, mas tem que saber se alguém vai precisar, vai comprar e quanto vai pagar. Há muitas avaliações a serem feitas. Além de um desafio, é muito estimulante”, garante Gavio.

Segundo os sócios, o que acontece muito é que existem pessoas brilhantes na parte científica, com muito conhecimento para gerar inovação, porém, com pouca bagagem de como levar isso para o mercado. “E o papel da incubadora é voltado para isso”, frisa Caldeira. “É um ambiente enriquecedor, que gera e cria inovação”, reforça.

Inovação

Se você é um administrador, tem uma ideia e precisa de alguém para a parte técnica, o melhor jeito de encontrá-lo é em ambientes de inovação. E foi assim que surgiu a parceria entre o geneticista Gavio e o administrador Caldeira.

“E é o que a incubadora quer: projetos que sejam problemas relevantes e que tenham inovação. Ou seja, fazer algo que não está sendo feito, que vá resolver este problema de maneira melhor ou mais barata ou mais eficiente do que existe no mercado”, explica Caldeira.

“Quando participa da incubadora, não é que você não vai errar, mas as chances de erro são menores, porque tem oportunidade de corrigir ou de que alguém lhe ajude em alguma etapa”, conclui Gavio.
O tempo de incubação depende do modelo de negócio desenvolvido, mas pode durar até oito anos.

Análise

“A Supera Incubadora é parte do Supera Parque e auxilia empresas nascentes de base tecnológica a desenvolverem os seus negócios até estarem aptas a irem para o mercado. São dois processos seletivos por ano e podem se candidatar empreendedores ou empresas nascentes que tenham projetos inovadores. Os candidatos a uma vaga na Incubadora podem acompanhar os editais no site www.superaparque.com.br e, se selecionados, participam do processo que inclui capacitação, palestras e treinamentos. Ao fim do processo, que dura cerca de três meses, eles apresentam um pitch para a banca avaliadora que auxilia a tomada de decisão do Conselho da Incubadora. As categorias de apoio são: pré-incubação, onde as empresas utilizam salas compartilhadas; incubação, com salas individuais e empresas associadas, que não demandam espaço físico da Incubadora para suas atividades diárias. Todos recebem assessoria e consultoria para o desenvolvimento de seus negócios, capacitação técnica e acesso à rede de contatos, além de incentivo para a participação em eventos internos e externos.”

Saulo Rodrigues
Gerente do Supera Incubadora de Empresas

Fonte: https://www.acidadeon.com/ribeiraopreto/economia/NOT,2,2,1214240,c.aspx


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