Liga IoT quer acelerar startups brasileiras com foco em Internet das Coisas

Intel se une à Liga Ventures para prospectar, selecionar e impulsionar empresas dispostas a empreender e criar um ecossistema local. Inscrições para o 1° ciclo de aceleração vão até 2 de abril


24/02/2017 - Site CIO

Empreender no mercado de Internet das coisas não é fácil. É preciso vencer todos os desafios de quem empreende em software e em hardware, combinados. Há três anos trabalhando com makers, vendo surgir boas ideias, protótipos e até produtos inovadores nesta área, mas de vida curta, a Intel sabe bem disso. Da mesma forma, a aceleradora Liga Ventures vinha sistematicamente esbarrando em startups com soluções tecnológicas para IoT bem definidas, mas com modelos de negócio mal resolvidos. Conversando, as duas empresas decidiram lançar um programa de aceleração de startups, o Liga IoT, aberto a qualquer empresa nascente que já tenha um MVP (Minimum Viable Product) ou um protótipo funcional.

A iniciativa se soma a outros programas que a Liga Ventures possui com empresas como Porto Seguro (Oxigênio), AES Brasil, Embraer e Mercedes-Benz, interessadas em prospectar inovação para os seus negócios. E segue o mesmo desenho do programa recém lançado para o mercado automotivo, o Liga AutoTech. “A ideia é montar uma plataforma aberta para prospectar, selecionar e acelerar startups de IoT em conjunto com grandes empresas dos setores de telecomunicações. conectividade, sensores, indústria de base e até grandes usuários”, explica Rogério Tamassia, sócio-diretor da Liga Ventures. A Intel é só o primeiro grande parceiro corporativo, não o único.

“Acreditamos no trabalho de startups como uma maneira de acelerar a chegada da Internet das Coisas no Brasil. Como se trata de um mercado novo e de alto potencial, há um enorme espaço para tomar à frente da inovação e gerar produtos e serviços de alto valor agregado”, comenta Maurício Ruiz, diretor geral da Intel Brasil.

Um dos grandes objetivos do Liga IoT é ajudar a criar um ecossistema que foque em compreender e antecipar a revolução que a Internet das Coisas está trazendo para diversos setores como agricultura, varejo, indústria, automação de casas e edifícios e cidades inteligentes. “Depois de muito debate, decidimos não especificar segmentos. O programa está aberto para a inovação dirigida a qualquer vertical”, comenta Jomar Silva, Developer Evangelist da Intel.  O objetivo é não cercear a inovação.  “Talvez, para uma segunda rodada de aceleração, mais para o fim do ano, a gente estabeleça um foco. Vai depender do que vamos receber nessa primeira rodada”, diz Tamassia.

Serão selecionadas startups com soluções inovadoras que preencham requisitos como atratividade e viabilidade comercial. “A nossa ideia é privilegiar tecnologias com go to market forte e com produtos que possam ser produzidos no Brasil”, explica Jomar.

Por isso é tão importante conectar grandes empresas desse setor a startups de tecnologia para que explorem inúmeras novas oportunidades de negócio em conjunto.

Importante também: Nenhuma contrapartida em participação societária ou propriedade intelectual é exigida das startups.

Dificuldades
Intel e Liga Ventures conhecem bem as dores de quem tenta empreender no Brasil, sobretudo nesse mercado de Internet das Coisas, que tem uma convergência muito grande de hardware e software. “No Brasil, quem empreende em hardware é um herói”,  afirma Tamassia. “Geralmente esse maker está na universidade, ou bem empregado. Larga tudo para montar uma empresa que quebra antes do segundo ano de vida”, completa Jomar.

Muitas vezes, esse novo empreendedor já mexe com tecnologia, mas conhece muito bem apenas uma parte da solução. “Não leva em consideração que  IoT é uma cadeia. A solução tem que considerar tráfego de rede, otimização da geração de dados e do processamento. Não dá para olhar só para ponta à qual o produto é dirigido”, afirma Jomar.

Da mesma forma, é preciso ter conhecimento sólido de modelos de negócio, gestão da própria empresa e dos fornecedores, lembra Tamassia.

Como funciona
O programa de aceleração Liga IoT terá duração de 4 meses, em São Paulo, onde as 5 empresas selecionadas na primeira rodada contarão com mentoria da Liga Ventures e da Intel, acesso a tecnologias Intel (que cobre um amplo espectro do mercado de IoT) e testes realizados pela gigante da computação, além de amplo networking com potenciais parceiros e investidores.

As inscrições para o 1° ciclo de aceleração da Liga IoT já estão abertas e vão até o dia 02 de abril. Startups e grandes empresas que queiram saber as novidades dessa iniciativa podem acessar o site http://liga.ventures/iot.

Fonte: http://cio.com.br/tecnologia/2017/02/24/liga-iot-quer-acelerar-startups-brasileiras-com-foco-em-internet-das-coisas/


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