Fit inova ao levar ressonância magnética ao agronegócio


20/10/2016 - Site DCI Online

Quem imagina que ressonância magnética é uma tecnologia voltada exclusivamente para o âmbito hospitalar está muito longe de perceber o enorme leque de demandas que ela pode atender. E foi justamente para contemplar esse grande potencial de mercado que a Fit – Fine Instrument Technology, empresa fundada em 2006, se reposicionou nos últimos anos, com ênfase na melhoria de soluções e aplicações para o agronegócio e a indústria alimentícia.

Quando foi fundada, a Fit tinha por objetivo principal desenvolver o equipamento que viria a ser uma espécie de cérebro de todas as suas linhas. Com a entrada do físico Daniel Consalter, a empresa mudou o rumo dos negócios.

“Percebemos que o agronegócio tinha mais a ver com o ambiente em que vivíamos, uma vez que o Brasil apresenta forte potencial nesta área”, conta Consalter. Para ampliar os horizontes, ele fez doutorado na Universidade de São Paulo (USP) e, por lá, garimpou os talentos que atualmente formam a equipe da Fit. “Temos desde doutores e mestres até estagiários de física, química, mecatrônica, computação, tecnologia de alimentos, atraídos para a empresa por apresentarem um perfil mais empreendedor que acadêmico”, explica o empreendedor.

Esse perfil, até bem pouco tempo difícil de encontrar em um meio que historicamente privilegiou a pesquisa pura, é cada vez mais difundido nas universidades, assegura. “Identificamos um movimento significativo de professores que já estão incentivando o empreendedorismo, embora ainda seja muito pouco para o potencial que existe”, opina.

Dos 12 funcionários que a Fit mantém na cidade de São Carlos (SP), dez são especialistas em alguma área tecnológica, contratados graças a um financiamento obtido junto a DesenvolveSP. “São Carlos é um grande centro de boas universidades e nós temos olheiros nos principais campi daqui e de outros lugares, da mesma forma que os técnicos de futebol”, compara. “Outros financiamentos disponíveis para o desenvolvimento de inovação não cobre os custos de pessoal, apenas os de equipamentos, e sem esses recursos não teríamos conseguido reunir uma equipe tão capacitada”, conta.

O resultado desse investimento em talentos voltados para o avanço tecnológico foi a consolidação de uma empresa que, hoje, é a única 100% nacional a desenvolver soluções e assistência técnica personalizadas para um mercado cada vez mais exigente. “Os concorrentes do nosso segmento estão na Alemanha e na Inglaterra, enquanto nós estamos aqui, perto do cliente, vivendo seu mercado e suas necessidades”, ressalta Consalter.

Para complementar a base científica do trabalho, a Fit mantém parcerias com instituições como a Embrapa e o CNPq, “o que nos permite criar aplicações diferenciadas e customizadas”.

Hoje o carro-chefe da empresa é um equipamento destinado à medição do teor de óleo de uma semente (como soja e milho). Quanto maior o teor, melhor a sua rentabilidade. Se for insatisfatório, a equipe faz o aconselhamento para um eventual melhoramento genético.

“Normalmente, para se determinar o teor de óleo, o mercado vinha utilizando um método que pode demandar até 48 horas de processo, além de envolver solventes, o que o torna perigoso e sujo ao meio ambiente, pois gera resíduos e destrói a amostra. Com nossa tecnologia, a medição se dá de forma limpa e ocorre em até três minutos, contando o tempo de separar a amostragem e sua pesagem, o que agrega valor a toda a cadeia produtora”, esclarece Consalter.

Fonte: http://www.dci.com.br/—-fit-inova-ao-levar-ressonancia-magnetica-ao-agronegocio-id581969.html


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