Empreendedores lucram alto com a venda de camisetas inspiradas em cinema e música


14/01/2014 - Estadão PME

Qualidade e criatividade são fundamentais para quem pretende ganhar espaço em segmento concorrido

Por Gisele Tamamar

A criação de estampas diferentes que chamou a atenção de amigos, o início do negócio na internet e a possível evolução para lojas físicas. A trajetória de duas empresas de camisetas se parece e, ao mesmo tempo, mostra que a união de criatividade e qualidade dá certo. A empresa Siamese, de Jundiaí, e a Liverpool, de Santa Catarina, se destacam no segmento e fazem projeções otimistas para 2014.

A história da Liverpool começou em 2008, quando os sócios e publicitários Rafael Lange e Tiago Durante resolveram fazer o que gostavam: trabalhar com moda. O investimento inicial foi baixo, cerca de R$ 400, mas o dinheiro que entrava no caixa era usado para aprimorar o empreendimento.

Atualmente, a marca produz de 12 mil a 15 mil peças por mês e seus produtos podem ser encontrados em 280 lojas e no e-commerce da própria empresa. Com um showroom instalado em Santa Catarina, a dupla tem planos de investir em uma loja própria. “Mas ainda não é o momento. Queremos dar atenção para outros pontos do negócio antes de abrir a loja. O plano é para o fim de 2014, começo de 2015”, conta Lange.

No ano passado, a empresa faturou R$ 2,4 milhões e espera crescer pelo menos 70% este ano. “Nosso diferencial, além da modelagem, é a temática. Nossas estampas estão ligadas à música, ao cinema. Tem um humor inteligente, não é escrachado”, diz Lange.

A Siamese está instalada na cidade de Jundiaí, mas tem São Paulo como principal mercado consumidor. A marca foi idealizada pelo publicitário Henrique West, que começou a produzir estampas como hobby e a fazer camisetas para uso próprio. Os produtos chamaram a atenção e West resolveu investir no projeto. Mas a empresa começou a dar certo com a entrada do sócio Edson Bertholino, com experiência na área de confecção.

“Como consumidor, eu encontrava muita coisa legal em sites estrangeiros, mas no mercado nacional não tinha muitas opções. Isso foi um fator que me fez visualizar essa brecha”, diz West. A empresa tem uma loja em Jundiaí e vende as peças em duas feiras em São Paulo, nos fins de semana, além de manter uma loja virtual e está presente ainda em mais oito pontos de venda.

A empresa fechou o ano passado com faturamento de R$ 200 mil e espera crescer pelo menos 60% em 2014, com o aumento dos pontos de venda. “O grande chamariz da marca são as estampas, com referência em cinema, música e arte. Hoje tem muita gente que compra camiseta pronta, estampa e vende. É um produto comum, de certa forma. Não agrega um valor diferenciado. E nós optamos em desenvolver um corte próprio”, conta West.

Diferencial. O coordenador-adjunto do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV, Marcelo Aidar, pontua que o ramo de confecções tem um alto grau de abertura de negócios até porque não há muitas barreiras de entradas. “Todo negócio que tem facilidade de entrada tem um risco alto de concorrência e de não conseguir sobreviver. O mercado de camisetas é interessante, mas que realmente precisa conseguir rapidamente, mais do que em outros negócios, buscar um diferencial”, afirma.

Fonte: http://pme.estadao.com.br/noticias/noticias,empreendedores-lucram-alto-com-a-venda-de-camisetas-inspiradas-em-cinema-e-musica,3844,0.htm


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