As 7 ondas que o marketing “não deve” pular para ter sorte em 2015


12/01/2015 - Portal Administradores

Conectar os objetivos de negócio aos de comunicação é uma delas

*Por Vitor Elman

Mais um ano que se passa e outro que começa. Certamente neste momento já se tem clareza dos objetivos e dos desafios para o próximo ano, que sim, será um ano moroso para a maioria dos setores econômicos, mas é um fato que todos nós precisaremos atravessar e chegar em 2016, de preferência, com todos os resultados positivos.

Seguindo este pensamento e a visão de que temos um cenário complexo pela frente, quis trazer neste artigo uma discussão mais prática, que julgo como bons conselhos para o marketing diante disso tudo. Obviamente, que são conselhos dados com a perspectiva da cadeira em que estou sentado, a da comunicação. Portanto, vista branco para ter paz, mas para ter sorte de verdade não pule estas ondas.

1. Conectar os objetivos de negócio aos de comunicação

Aproxime e compartilhe com todos os seus parceiros de comunicação os seus objetivos, suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Em mares complicados é ainda mais importante que todos estejam remando para o mesmo lado, portanto não poupe informação a ninguém, compartilhe todas e sistematicamente. E sempre avalie e convide os envolvidos no processo a avaliarem as estratégias apresentadas frente a estes objetivos.

2. Aproximar, cada vez mais, o marketing e a tecnologia

É um fato que os times de marketing estão enxutos e que hoje a função transcende os tradicionais ‘quatro pês’. O papel estratégico que o marketing tem dentro das organizações cresce a cada dia. Portanto, faça uso da tecnologia para otimizar seus processos e ajudar também na geração de insights de curto prazo. Afinal de contas, não existem mais limites ou distância entre a tecnologia e qualquer atividade dentro deste mundo.

3. Investir em mais conteúdo

A necessidade de se contar histórias, ganhar a atenção do consumidor em um cenário cada vez mais fragmentado e frenético pede isso. Independente da alocação do investimento em mídia – pense no seu consumidor. Como você pode conectar o seu posicionamento as necessidades que ele tem e ganhar relevância. Avalie o papel de cada meio no processo de decisão e como a história pode ser contada para se conectar com a expectativa que ele tem.

4. A comunicação 360 terá de ser também 365

Na minha avaliação isso independe da categoria, é preciso pensar (ou repensar) o seu consumidor. Eles buscam por sua marca durante todo o ano, mas você precisará estar preparado para responder. Não que os flights (concentração de campanha em determinado período) tenham perdido a sua função, muito pelo contrário, isso gera um estímulo e a percepção, bem como o diálogo e a disponibilidade precisam ser mantidas. Se o relacionamento é extremamente importante para a construção do resultado é preciso se relacionar e isso pede disponibilidade de 365 dias por ano em várias plataformas de comunicação.

5. Questionar o quando e o porquê seu posicionamento faz sentido

Você com certeza sabe o quão difícil é conquistar a atenção das pessoas hoje. Mas, você já se questionou o quanto novas segmentações e a execução de mensagens pensadas em segmentações mais específicas podem te ajudar? Inclua isso na sua pauta. O alcance tem a sua força, mas é preciso qualifica-lo. A mensagem precisa encontrar além dos olhos, o coração e a mente dos receptores.

6. Renovar o modelo de gestão das verbas de comunicação

Vai ser difícil gerar mais resultado repetindo as velhas fórmulas, eu diria impossível. Sou fã do modelo 70/20/10. Reserve 70% do seu investimento e aplique em ações que já são consagradas, que irão com certeza contribuir com o resultado. Invista 20% em melhorias ou novas tentativas dentro daquelas que já funcionaram, mas poderiam ser melhores. E por fim, reserve 10% do investimento para experimentos. Dentro deste modelo você tem garantia de pontos que funcionam, mas mantém o sistema funcionando e preparado para o futuro.

7. Execução: como encurtar a distância entre o insight e a ação

Vai ser preciso agilidade. A única constante é a mudança, e o cenário é extremamente dinâmico. Portanto, além de ter cuidado para o planejamento sair do papel e não se perder no meio do caminho, também será necessário encurtar a distância entre o insight e ação. Pensar processos e rotinas para que as coisas aconteçam.

* Vitor Elman é sócio e diretor de engajamento da Cappuccino Digital.

Fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/marketing/artigo-as-7-ondas-que-o-marketing-nao-deve-pular-para-ter-sorte-em-2015/96922/


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