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Necessidade pessoal vira startup de sucesso


26 Mai 2015

Por Canal do Empresário

É preciso ter boas ideias para poder lançar no mercado um produto ou serviço que faça sucesso? Sim, sem dúvida. Mas nem sempre essa boa ideia surge do nada na cabeça do empreendedor, ela pode vir de uma necessidade, até pessoal.

Foi o que aconteceu com três sócios da Hello Universe, startup de tradução de idiomas, incubada no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec) desde 2012, quando foi fundada.

A HelloUniverse oferece um serviço de tradução por telefone, ou seja, interpretação de idiomas. O serviço está disponível em 18 línguas e funciona 24 horas, para o público em geral, normalmente estrangeiros no Brasil e empresas com clientes de outros países. “Numa situação de emergência como roubo, acidente ou doença, o estrangeiro liga para a central da empresa e o sistema se encarrega em buscar o intérprete mais adequado para o usuário disponível naquele momento”, explica Cristina Cho, co-fundadora da empresa.

A startup tem despertado interesse das empresas que possuem clientes estrangeiros para dá-los atendimento em seus idiomas sem a necessidade de contratar atendentes bilíngues. “O atendimento é feito em teleconferência com o atendente da empresa, o cliente e um intérprete do HelloUniverse”, conta Cristina.

Os três sócios são provenientes de famílias estrangeiras e possuem pelo menos uma pessoa na família que não domina o português. Foi aí, da necessidade de interpretação, que surgiu a ideia de montar a empresa. “Entendemos a necessidade mais do que ninguém. Tivemos mais certeza sobre o segmento quando fomos aceitos pelo projeto Wayra, aceleradora da Telefônica.”

Para o início a HelloUniverse contou com investimento próprio dos sócios, Wayra e Startup Brasil. Hoje a empresa atua com uma carteira com 200 clientes empresariais e no último mês fechou negócios com 20 deles, principalmente no serviço de tradução de textos.  “Nosso forte é know-how na área de TIC (tecnologia da informação e comunicação), tanto no software como no hardware e ser auto-suficiente em todas as etapas de um produto ou serviço para internet, desde a pesquisa e desenvolvimento, até a comercialização”, diz Cristina.

A empresária enfatiza que a meta atual da Hello Universe é manter o funcionamento sem a necessidade de receber um investimento seed ou anjo. “Esperamos chegar ao ponto de equilíbrio em dois meses, e em dois anos esperamos conseguir o reconhecimento do público dominando 20% do mercado de turismo.”

Na opinião de Cristina, faturar com inovação aqui no Brasil é bem mais complicado e mais demorado do que se imagina, por isso tiveram que ampliar os serviços. “Passamos a fazer tradução de textos, uma vez que já temos uma rede de quase 3 mil intérpretes que fazem traduções também. Desta forma conseguimos oferecer um serviço mais facilmente aceito por não ser inovador e ao mesmo tempo, trazer para a internet onde temos grande expertise em marketing.”

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