20/05/2013

Mercado sustentável estimula a criação de novos produtos e serviços

G1 - Do PEGN TV - 19/05/2013

Empresa produz sanitários e duchas que economizam até 70% de água. Com R$ 200 mil, empresário criou negócio que atende norma da Anvisa.

O Brasil é o quarto país no ranking mundial de construção de edifícios verdes. Já temos mais de 50 prédios certificados e mais de 500 em processo de certificação. E pequenas empresas investem na criação de produtos e serviços para este mercado em crescimento.

O empresário Leonardo Lopes sempre teve um ideal de vida: economizar água. Depois de dez anos de pesquisa, ele lançou a caixa acoplada econômica, que promete revolucionar o mercado.

“O vaso tradicional, caixa acoplada, usa seis litros por acionamento. E o vaso desenvolvido por nós usa apenas dois litros de água por acionamento, (...) 1/3 de água”, explica o empresário.

O sistema exige menos água porque é basculante, com tubulação reta. Foram R$ 3 milhões para desenvolver o produto – dinheiro usado em dezenas de projetos, moldes e testes.

A caixa acoplada econômica  é feita de plástico ABS reciclado, altamente resistente. Pesa menos de 7 quilos, ou 1/5 de um vaso de louça, o que facilita a instalação.

Outra solução do empresário-inventor é a torneira que só libera água depois que a pessoa solta o acionador, ou seja, quando já está com as mãos embaixo dela. A redução de água chega a 70%.

Leonardo Lopes também desenvolveu um chuveiro ecológico supereconômico. Enquanto a ducha convencional gasta cerca de um litro de água em cinco segundos, a ducha fabricada pela empresa consome a metade em igual intervalo de tempo, ou seja, meio litro de água.

A diferença é que a água que sai do chuveiro ecológico vem com 70% de ar – como se fosse uma “ducha aerada”. Mas a sensação de pressão é a mesma na hora do banho.

Toda a produção é terceirizada, com exceção da montagem final. Leonardo faz projetos e instala os equipamentos em empresas, com uma proposta quase irrecusável: o cliente não paga nada. Apenas divide com ele o valor que economizar na conta de água, durante 36 meses. “É uma maneira fácil de negociar com o cliente, passar credibilidade para ele.”

O empresário atende condomínios, escolas, shoppings, bancos, hotéis, escritórios. São 100 clientes por ano. Um hotel de São Paulo instalou duas mil peças, entre duchas, torneiras e caixas acopladas.

“Eles fazem um levantamento de qual é o nosso consumo médio em determinado período e, a partir do final – do término da instalação – é que começa a valer essa nova análise para pagamento com relação à economia”, explica a gerente do estabelecimento, Verena Bogéa.

Norma da Anvisa

Outro empresário que se deu bem no mercado sustentável é Leonardo Cozac. Ele faz análises de água e ar, e limpeza de ar condicionado para empresas. Uma lei da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de 2003, estimulou o mercado.

“Sem dúvida é uma norma que abre muito mercado porque ela determina que as empresas onde tenha sistema de climatização façam e cuidem da qualidade do ar do ambiente onde os funcionários e clientes que frequentem aquele local tenham uma boa qualidade de vida. É um grande instrumento para gerar novos negócios para a gente”, opina Cozac.

O empresário começou o negócio em 2006. Ele investiu R$ 200 mil na compra de equipamentos e treinamento de equipe. A empresa cobra R$ 150 por análise. A técnica colhe a amostra de água na torneira e mistura reagentes.

“Com a adição do reagente observou-se a presença de cloro livre tirada da torneira”, explica a técnica de laboratório Amanda Gomes.

Para a análise do ar, o técnico usa um equipamento com uma bomba de vácuo e uma placa com nutrientes. “Tem o fungo no ar, aí ficam depositados nessa placa”, explica Fernando Bertagnon, técnico de campo.

A placa com a amostra vai para uma incubadora, à temperatura de 25 graus – ideal para os fungos se desenvolverem. Em apenas sete dias, eles se proliferam vertiginosamente. “Os fungos estão em toda parte, nos solos, no ar, na água”, diz a bióloga Solange Lima.

Uma das principais contaminações do ambiente vem do ar condicionado. E este é outro segmento promissor que a empresa explora.  Ela cobra R$ 2.500 por dia de limpeza dos dutos de ar condicionado.

O trabalho é feito com a ajuda de uma espécie de robô, que entra no duto, com uma câmera, e vai inspecionando como está a sujeira lá dentro. No monitor, o engenheiro avalia a situação do duto.

“Para a gente ver se tem uma poça d’água dentro do duto, se tem algum animal morto, para ver o caminho, para ajudar a facilitar a nossa limpeza”, fala o engenheiro Jeferson Luiz Alberto. Eles, então, limpam as tubulações com escovas giratórias presas a longos cabos.

O negócio sustentável faz sucesso. No último ano, a empresa de Leonardo Cozac fez 40 mil análises de água e ar e mais de 300 higienizações de dutos. E tem aí oportunidade de negócio para quem quer começar no segmento. Leonardo busca parcerias para expandir o serviço para todo o país.

“Esse é um mercado em expansão. Nossa empresa dá todo o treinamento e desenvolvimento das ferramentas de venda. Nós podemos passar clientes nossos em todas as regiões do país, onde esse parceiro faria as coletas e poderia comercializar e vender esse serviço também na sua região”, diz o empresário.

CONTATOS:

CONFORLAB

Contato: Empresário Leonardo Cozac

Rua Baronesa de Bela Vista, 475 – Campo Belo

São Paulo/SP – CEP: 04612-002

Telefone: (11) 5094-6282

www.conforlab.com.br

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Contato: Empresário Leonardo Lopes

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